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Peugeot RCZ


A peugeot apresento essa semana o cupê esportivo RCZ, que já está a venda nas lojas da fabricante. Importado da Áustria em uma versão única de acabamento, o modelo 2+2 custa R$ 139.900 e vem equipado com o bom motor 1.6 turbo que também move seu “irmão maior”, o SUV 3008. Apostando em um visual arrojado, a Peugeot não escondeu a verdade sobre o RCZ: ele vem para brecar as vendas do Audi TT (R$ 215.600) e do recém lançado MINI Coupé (R$ 134.950).


Visualmente, o RCZ não fica para trás frente seus concorrentes. As formas bem delineadas, os faróis que invadem o capô (característica conhecida da Peugeot), o teto com dupla curvatura e o arco lateral em alumínio formam uma simetria bem aplicada no carro. Conforme informou a marca francesa, foram feitas “alterações mínimas” em seu projeto final em comparação com o conceito apresentado pela primeira vez em 2007, durante o Salão de Frankfurt. 


O “dream car” (carro dos sonhos, em tradução livre) da Peugeot traz consigo uma missão tão complexa quanto sua concepção. Segundo Frederico Batagglia, Diretor de Marketing, o RCZ é o responsável pela “construção da imagem da Peugeot no Brasil” e ele “mostra o que a marca sabe fazer de melhor”. Após o lançamento do SUV 3008, ficou clara a intenção da Peugeot de entrar de vez no mercado de carros acima de R$ 60.000.


Falando nisso, segundo informações do fabricante, 31% do mercado dos carros de luxo é constituído por modelos cupê. Olhando para essa fatia que a Peugeot planeja vender uma média de 20 a 30 carros por mês, a partir de 2012. A marca também garante que as filas de espera que assolam quem procura o 3008 não serão presentes nas vendas do RCZ. Inicialmente, foram trazidas apenas 200 unidades do veículo. 


Ao volante do Peugeot RCZ

Infelizmente, o RCZ só pôde ser testado em um autódromo fechado, localizado em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Nestas condições (adversas a realidade de grande parte dos consumidores) o cupê foi bem nas curvas fechadas, esbanjando uma estabilidade que vale ser frisada, mérito também para o controle de estabilidade (ESP) – item de série – acionado. 


O motor 1.6 turbo de 165 cv a 6.000 rpm mostrou que está preparado para as acelerações mais ousadas. Enquanto isso, o torque de 24,5 mkgf é despejado a meras 1.400 rpm, proporcionando arranques e respostas rápidas nas saídas das curvas.

Um grande porém é o câmbio automático de 6 marchas com trocas sequências. Levando como base o 3008, é sabido que a transmissão vai bem na cidade, mas, a “alma” esportiva do RCZ fica apagada com o câmbio “careta” de fábrica. Segundo a Peugeot, a versão com a transmissão manual de 200 cv não está se quer cotada para vir ao Brasil, “seria o nicho do nicho”, informou a marca. As borboletas para trocas de marcha atrás do volante também fazem falta. Item presente nos concorrentes do RCZ.

Contudo, o câmbio automático justifica o luxo que a Peugeot oferece no cupê e o interior segue a mesma linha. Com formas características da marca, o RCZ tem bom acabamento interno. Seu habitáculo traz bancos esportivos revestidos de couro com aquecimento e regulagem elétrica, tudo de série. Os comandos são bem posicionados ao alcance das mãos e o conforto é garantido para quem viaja na frente. Os dois bancos de trás, porém, levam, no máximo, duas crianças pequenas.

A nova aposta da Peugeot tem tudo para dar certo. Além dos bons itens de série, o preço é competitivo quando comparado aos seus concorrentes e o motor não é nenhum pouco acanhado. O RCZ pode ser um “brinquedinho” novo ou um carro diferente e moderno, porém, acima de tudo, ele é bastante divertido.


Primeiras impressões: Peugeot 508

Enquanto a Peugeot ainda patina para oferecer uma oferta de produtos nacionais competitiva, entre os importados a marca francesa dá outra tacada certeira: depois do 3008 – que trouxe novos parâmetros para a categoria dos crossovers – e do RCZ – cupê atraente de desempenho verdadeiramente esportivo –, chega a hora de voltar ao segmento de sedãs grandes com o 508, que não só substituiu o 407 de maneira exemplar, como pode, dependendo da lábia da Peugeot,


Quem é o 508?
De mãos dadas com o 208, o 508 tem a missão de propagar pelo mundo a nova identidade visual da Peugeot, que mantém a grade avantajada e os faróis espichados, mas agora dispostos de maneira mais elegante – e ainda assim, imponente, graças ao capô cheio de vincos. Na traseira, outro momento de inspiração, com grandes lanternas avançando pelas laterais e para-choque “grudado” na carroceria. Impossível não lembrar da segunda geração do Audi A6 (1997 a 2004), onde para-choque e carroceria, visualmente, eram uma coisa só.

Ao lado do Kia Optima, é o sedã mais bonito da categoria, sem os exageros estéticos de validade prestes a vencer do Hyundai Azera ou a sisudez do Volkswagen Passat.


Os sinais que remetem a carros alemães não param por aí. Ao entrar no 508, o motorista perde alguns segundos até encontrar o botão de partida do seu lado esquerdo, assim como manda a tradição nos Porsches. É o primeiro de uma série de recursos que tornam o 508 um carro especial. Outro é a alavanca do câmbio, de visual ímpar e excelente pegada – servida à mão do motorista pelo console mais elevado. E a linha que vai do painel de instrumentos, com velocímetro e conta-giros em peças separadas, até a extremidade direita lembra claramente o Volkswagen Passat.


É injusto dizer, no entanto, que o 508, que tem também motor desenvolvido por BMW e Peugeot, só ficou tão bom por trazer algumas referências alemãs.
No mais, posição de dirigir acima da média, ergonomia idem, com regulagens elétricas obrigatórias nessa categoria. O volante tem o diâmetro certo, bom tanto para dirigir devagar, quanto convidativo para uma tocada mais esportiva. Pode assustar um pouco pela quantidade de botões, mas todos têm o símbolo de suas funções e seu manejo é intuitivo.


O acabamento é digno de carros da Peugeot, com materiais de qualidade e construção esmerada. Bancos bem recheados, espaço farto para todos ocupantes, som premium da JBL e ar-condicionado de quatro zonas completam o que se espera de um sedã grande.
Como anda?
O 508 é inédito, mas seu motor, não. Só nos últimos lançamentos acompanhados pelo G1, o 1.6 THP (Turbo High Pressure) apareceu duas vezes: no Citroën DS3 e no BMW Série 1. Brilhante em carros compactos – ele também aparece em toda a gama Mini –, o pequeno bloco de 165 cavalos e 24,5 kgfm de torque pode parecer inadequado a um sedã de 4,79 m de comprimento. Puro preconceito: o 508 anda tanto quanto o antigo V6 do 407, bebendo menos.


O G1 experimentou o 508 por cerca de 100 km, em estrada bem pavimentada até Campos do Jordão, em São Paulo. É difícil imaginar um carro equipado com o motor 1.6 THP e o câmbio automático de seis marchas que seja ruim de guiar, e o 508 confirma essa tese. Bom (mas não tão emocionante quanto um VW Passat, com 211 cv) de arrancadas e melhor ainda em velocidades de cruzeiro, o novo Peugeot impressiona pelo silêncio a bordo e pela solidez no rodar.


Mais uma vez, motor e câmbio se mostraram entrosados. As trocas são suaves, o giro cai pouco, e os paddle-shifts fixos na coluna de direção, artigo raro hoje em dia, ajudam a tornar a experiência de dirigi-lo mais divertida. Na cidade, obediência às investidas no acelerador.
Ficam duas impressões: o 1.6 calibrado para render 200 cv, indisponível no sedã mesmo lá fora, seria mais divertido, mas de maneira alguma obrigatório. Por outro lado, é notório que os 165 cv são o mínimo que o 508 precisa para andar com eloquência e o mínimo de diversão. Ou seja, em nenhum momento falta motor, mas tampouco sobra.


Ainda que seja macio e absorva as irregularidades do piso sem transmiti-las aos ocupantes, o sedã é firme nas curvas – tanto nas abertas, de alta velocidade, quanto nas mais fechadas, de baixa, onde a direção se mostrou muito precisa. E o head-up display, que já era bom no 3008, ficou melhor no 508, agora que é colorido e traz informações do navegador.
Mercado
Segundo a Peugeot, 85% dos compradores do 508 são homens, dos quais 82% são casados e com filhos (81%). Para esses, é bom que os 473 litros do porta-malas sejam suficientes, porque a importação da versão perua do modelo está descartada. “Os SUVs e crossovers tomaram o lugar das peruas no mundo todo. Não vale a pena trazer a versão perua de um carro que já tem o volume de comercializações baixo”, explica ao G1 Frederico Battaglia,diretor de Marketing da Peugeot do Brasil. A expectativa da marcar é vender 200 unidades até o final do ano, e em 2013 emplacar de 30 a 40 carros/mês.



Quanto a um possível aumento no preço de R$ 119.990 (baseado na atual alíquota do IPI, que até o fim de agosto é reduzida de 43% para 36,5% para carros de 1.000 cm³ a 2.000 cm³ importados de fora do México e Mercosul, categoria na qual se encaixa o 508, importado da França), Battaglia afirma não ter previsões, por enquanto.
A resposta para quem pergunta se deve investir no 508 e quebrar o paradigma de andar num sedã grande com motor de 2 litros é sim. E quem recorrer à (discutível) ausência de tradição da Peugeot na categoria para contestar sua compra deve ponderar: as coreanas, outrora sem tradição nenhuma nesse segmento, hoje nadam de braçada.

Peugeot vende todas as unidades do 508 RXH Edição Limitada em três dias

Segundo modelo híbrido a diesel da marca francesa custou 48.950 euros.
Vendas foram restritas para somente 11 países da Europa.

A Peugeot anunciou nesta quarta-feira (21) a venda de todas as 300 unidades do novo 508 RXH Edição Limitada, segundo modelo híbrido a diesel da marca francesa. A comercialização teve início dia 13 deste mês (início do Salão de Frankfurt) e foi restrita para apenas 11 países da Europa: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Itália, Holanda, Polônia, Portugal, Reino Unido e Suíça. Todas as unidades foram vendidas em três dias.

Equipado com tração integral, 508 RXH Edição Limitada desenvolve até 200 cavalos de potência. Em termos de conforto, o modelo entrega bancos revestidos em couro, ar-condicionado digital com quatro zonas de controle, faróis de xênon, sensor de estacionamento  e rodas de liga leve de 18 polegadas.
Cada modelo custou 48.950 euros (aproximadamente R$ 120 mil) e as unidades serão entregues somente em março de 2012.

Peugeot lançará 308 THP no Salão de SP

Versão esportiva terá motor 1.6 turbo
A Peugeot mostrará uma novidade interessante da linha 308 no Salão do Automóvel de São Paulo. Trata-se do 308 Feline THP, equipado com o elogiado motor 1.6 turbo usado em vários modelos da marca, como o crossover 3008, os sedãs 408 e 508 e o cupê RCZ.

Disponível em apenas três cores (branco, cinza e vermelho), o modelo terá acessórios que realçam sua vocação esportiva, como rodas de liga leve de 17 polegadas com pintura grafite, volante de três raios revestido em couro com base achatada e retrovisores externos com capas na cor grafite. O sistema de navegação por satélite (GPS), oferecido como opcional na versão Feline, foi incorporado à lista de equipamentos de série do novo modelo.

Depois de sua apresentação oficial no evento paulista, o 308 THP chega às concessionárias da marca no dia 5 de novembro.